Evento debate Marco Legal de CT&I e parceria entre Unicamp e Google

Foto/crédito: Lavits
Foto/crédito: Lavits

No último dia 22 de março o auditório da ADunicamp recebeu o evento “As corporações na universidade: rumos da informação e do conhecimento”, organizado pela associação com o apoio da Lavits e do Labjor/Unicamp. O debate levantou questões em torno de dois assuntos: o Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação, e, na outra ponta da discussão, a recente parceria entre a Unicamp e o Google para a disponibilização da ferramenta Google Apps for Education para alunos, docentes e funcionários. O evento foi acompanhado por cerca de 50 pessoas, entre a plateia e transmissão online.

A mesa foi composta por duas apresentações. A primeira foi “Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação: a ‘comunidade de pesquisa’ e a apropriação privada dos recursos públicos”, apresentada pelo pesquisador Rogério Bezerra da Silva, doutor em Política Científica e Tecnológica pela Unicamp. Em seguida, o pesquisador Tel Amiel, do Núcleo de Informática Aplicada à Educação (NIED) e coordenador da Cátedra UNESCO em Educação Aberta trouxe a apresentação: “Ferramentas abertas na educação: Considerações sobre o acordo Google-Unicamp”. A abertura e mediação foi feita pela pesquisadora da Lavits Marta Kanashiro. Confira, ao final da matéria, os slides apresentados pelos convidados.

Para Rogério Bezerra, com a sanção do Marco Legal, é possível apontar algumas mudanças que tendem a ocorrer no Complexo Público de Ensino Superior e de Pesquisa do Brasil, tais como: gasto em P&D no Brasil deve continuar o mesmo ou tende a decair, porque o Estado tende a manter ou ampliar seus gastos ao passo que as empresas tendem a diminuí-los, pois elas poderão ter acesso facilitado a todos os recursos (financeiros e de pessoas) oferecidos pelo Estado. Ainda para o pesquisador, é possível que o número de patentes registradas pelas universidades tenda a cair, uma vez que o registro passará a ser feito em nomes dos pesquisadores envolvidos no processo e das OSs a que eles estarão ligados.

Já Tel Amiel mostrou preocupação com a parceria que a Unicamp fez com o Google e que deve ser estendida para a Microsoft. Um dos pontos levantados envolve a segurança das informações de alunos, docentes e funcionários que agora têm acesso a um gmail institucional, o “g.unicamp.br”, uma vez que essas informações estarão armazenadas em servidores externos ao da universidade. Em sua análise, o pesquisador destacou que o processo não ocorreu de forma aberta, pois não houve debate público com a comunidade acadêmica sobre a medida e pediu maior transparência sobre os termos de uso, que se mostram confusos. Para ele, é preocupante “terceirizar a política tecnológica a uma empresa, ou ao acaso”.

No dia 23 ocorreu um cineclube especial com o tema: “Vigilância estatal-corporativa e as revelações de Snowden: uma conversa sobre o documentário Citizen Four, seguido de debate com Marta Kanashiro e Rafael Evangelista, pesquisadores da Lavits e do Labjor/Unicamp.

Confira os slides apresentados durante a mesa:

Apresentação Marco Legal

Acordo Google-Unicamp

Fonte: Texto publicado originalmente no site Lavits.org, em 30 de março de 2016

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