ApQC se manifesta em apoio ao Instituto Geológico

CARTA ABERTA DA ASSOCIAÇÃO DOS PESQUISADORES CIENTÍFICOS DO ESTADO DE SÃO PAULO

Sobre a tentativa de venda do prédio do Instituto Geológico e possível fusão das três instituições da pasta da Secretaria do Meio Ambiente

De acordo com as reportagens publicadas neste domingo, 30 de julho, pelo site Direto da Ciência (“Secretário de Alckmin tentou vender com ‘risco inaceitável’ sede de órgão de pesquisa” e “Secretaria ambiental de SP planeja fusão de seus três institutos de pesquisa”), o secretário estadual do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Ricardo Salles, tem planos para os três órgãos de pesquisa de sua pasta – Institutos de Botânica, Florestal e Geológico. Conforme apurado pelas reportagens, a secretaria chegou a tentar negociar o edifício da sede do Instituto Geológico, situado na capital paulista, apesar do parecer contrário de sua própria Consultoria Jurídica, que apontou “risco inaceitável” para o patrimônio público. Salles agora planeja a fusão física dos três institutos, alegando promover uma sinergia para priorizar investimentos na atividade de pesquisa e enxugar recursos administrativos.

Como associação que representa o interesse dos 19 Institutos de Pesquisa do Estado, nos colocamos surpresos mais uma vez com as atitudes do secretário Ricardo Salles. O corpo técnico das três instituições envolvidas não foi consultado em momento algum para análise da viabilidade dessa fusão. Ressaltamos que é imprescindível que o corpo de pesquisa tenha acesso ao projeto e avalie seus possíveis impactos. Não somos contra a maior sinergia entre os institutos, principalmente na questão administrativa, porém as áreas de pesquisa são sensíveis e exigem muito cuidado. Todos os laboratórios construídos dentro dos institutos demandaram investimentos altíssimos por parte do Estado, além de tempo para serem implementados. São laboratórios em uso com instalações apropriadas e diversas pesquisas em andamento. A APqC considera temerária a ideia de fundir três instituições, que dependem de suas estruturas próprias, em um único local.

Com relação à venda da sede do Instituto Geológico (IG), assim como avaliou o próprio corpo jurídico da Secretaria de Meio Ambiente, a proposta de Ricardo Salles é absolutamente inviável e inaceitável. O IG, assim como todos os demais institutos, precisa ter uma sede própria, onde possa investir e realizar suas pesquisas com segurança.

A partir das informações divulgadas pelas reportagens em questão, a APqC afirma ciência sobre os fatos citados e analisa possíveis atitudes por meio de seu departamento jurídico.

Diretoria APqC (mandato 2016//2017)

São Paulo, 30 de julho de 2017.

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