Dois terços dos universitários das federais têm renda familiar de 1,5 salário mínimo

Foto: Agência Brasil

Levantamento coordenado pela Andifes e Fonaprace revela perfil social de estudantes de federais e lança quinta edição da pesquisa este ano

Lilian Milena, Jornal GGN

Entre 2003 e 2014 o número de alunos negros triplicou no ensino superior federal e o grupo de negros pardos passaram a representar nos últimos três anos 47,5% do total de estudantes das universidades federais. O levantamento é da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) que junto com o Fórum Nacional de Pró-Reitores de Assistência Estudantil (Fonaprace) realizará a quinta edição da Pesquisa do Perfil Socioeconômico dos Estudantes das Universidades Federais em 2018.

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Nota sobre a demissão do pesquisador Zander Navarro

A recente polêmica entre o atual Presidente da EMBRAPA e o pesquisador Zander Navarro resultou na demissão sumária do último apenas por esse expressar opinião divergente da direção da empresa.

Deixamos claro que, para nós, esse embate não é uma questão pessoal entre o Presidente e o pesquisador. Mas sim uma disputa de concepções sobre qual o papel que a Embrapa deve ter hoje.

As posições de “mais mercado” e “muito mais mercado” são dois lados da mesma moeda e refletem as opiniões entre as correntes políticas que compõem o Governo Temer, formado por uma coalizão de forças político-partidárias que promovem o desmonte das empresas públicas brasileiras.

Aqui não se trata de defender ou referendar qualquer uma dessas duas posições, mas DEFENDER o direito de se expressar democraticamente no interior ou exterior da empresa.

Em nada concordamos com as concepções ou posições desse pesquisador, pois entendemos que o papel da Embrapa é muito mais amplo que servir somente ao agronegócio e aos mantenedores da estrutura fundiária vigente.

Portanto, deixamos claro que nos afastamos da visão e do entendimento de Zander Navarro, onde a pesquisa agropecuária desenvolvida na Embrapa deva ser subserviente às corporações e multinacionais que controlam o agronegócio e o mercado de commodites. Defendemos uma empresa 100% pública e que contribua com a diminuição das desigualdades sociais e regionais do posso país.

Para isso entendemos ser fundamental a Embrapa aprofundar suas linhas de pesquisa e atuação em áreas como agricultura familiar, agroecologia, áreas indígenas e quilombolas, invertendo prioridades existentes hoje. Enfim, uma empresa que produza conhecimento para gerar riqueza ao conjunto da pluralidade social que tem a sociedade brasileira.

Manifestamo-nos para defender a divergência de ideias, o contraditório, a livre expressão de opinião dentro da nossa empresa, que produz ciência, conhecimento e tecnologia.

Defendemos aqui o direito à liberdade de pensamento e de manifestação de qualquer empregado de empresa pública, mesmo que discordemos integralmente deste pensamento.

O ambiente interno de uma empresa pública como a nossa deve ser plural (e não monolítico), participativo (e não autocrático), questionador (e não conformado) e crítico (e não subserviente).

Os trabalhadores e trabalhadoras da Embrapa têm enfrentado dificuldades de diálogo com a atual Diretoria Executiva como se evidenciou nas discussões do ACT 2017-2018 (perda de direitos, questões de insalubridade e plano de saúde, p.ex.); na extinção dos cargos de Assistentes B e C; na reestruturação da Sede; e na formulação do projeto da Embrapatec.

O Estado de exceção ao qual estamos submetidos, por imposição ilegítima de setores do Executivo, Legislativo e Judiciário desde agosto de 2016, tem encorajado atitudes e ações que visam restringir direitos, sobretudo dos trabalhadores e trabalhadoras.

Dessa forma, repudiamos de maneira incisiva a referida demissão por entender que a mesma é um ato absolutamente arbitrário e que contraria o estado democrático de direito e a própria Constituição Federal.

O movimento sindical continuará lutando pela manutenção da Democracia em todas as instâncias do Estado e da Sociedade Brasileira.

SÓ A LUTA NOS GARANTE!!!

SÓ A LUTA GARANTE A DEMOCRACIA!!!

Assinam esta Nota as seguintes Seções Sindicais do SINPAF:

Acre
Amazonas
Campinas e Jaguariúna
Cerrados
Cruz das Almas
Dourados
Pantanal
Pará
Pelotas

Decreto do governo federal extingue mais de 60 mil cargos no serviço público

Em mais um ataque aos servidores públicos federais, com o objetivo de desmontar os serviços públicos ofertados à população, o governo federal publicou, no Diário Oficial da União desta quarta-feira (10), o Decreto 9262/18, o qual extingue ao todo 60.923 cargos. As vagas dos cargos que não estiverem ocupadas serão extintas imediatamente. Já as que vierem a vagar, não serão repostas. Além disso, o Decreto 9262 veda ainda a abertura de concurso público e provimento de vagas adicionais para outros 58 cargos, todos para técnicos-administrativos (TAE) das Instituições Federais de Ensino (IFE).

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ESOCITE 2018 – Cidadania do conhecimento: novas formas e tensões na criação e pensamento da ciência, tecnologia e sociedade

Chamada de resumo de trabalho recebe inscrições até 10 de março

Reprodução/site

Congresso Latino-Americano XII DOS ESTUDOS SOCIAIS DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA – ESOCITE 2018, será realizo em Santiago, Chile, de 18 a 20 de julho de 2018, com o tema Cidadania do conhecimento: novas formas e tensões na criação e pensamento da ciência, tecnologia e sociedade.

A organização é da Associação Latino-Americana de Estudos Sociais de Ciência e Tecnologia (ESOCITE), a Rede Chilena de Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS-Chile), a Universidade do Chile, a Universidade da Fronteira e a Universidade de Valparaíso e a proposta do evento é a reflexão a respeito das mudanças nas arquiteturas e políticas de ciência, tecnologia e inovação; as novas formas de ativação cidadã e sua interpelação para a ciência, as exigências de construção de conhecimento fora das instituições tradicionais e uma maior resposta aos problemas dos cidadãos e às demandas sociais.

O prazo para envio dos resumos, com até 400 palavras, se encerra no dia 10 de março. Os resumos devem conter: a) o argumento que será apresentado; b) o suporte teórico, metodológico e empírico, c) a importância e a originalidade do tema para o campo CTS e d) a contribuição para o conhecimento contida no artigo. Também é necessários indicar o título da Sessão Temática a que se dirige o trabalho, bem como nome(s) completo(s) do(s) autor(es) e sua afiliação institucional.

A relação completa das sessões temáticas aprovadas está disponível no site – http://esocite2018.cl/sesiones-tematicas/

 

 

 

 

ANDES-SN divulga segundo vídeo sobre Ciência e Tecnologia

O Grupo de Trabalho de Ciência e Tecnologia (GTC&T) do ANDES-SN divulgou, nesta quarta-feira (3), o vídeo “Dependência, Desenvolvimento e Política de Ciência e Tecnologia na América Latina”. O vídeo tem por base as discussões realizadas no seminário “Universidade e Política de C&T: por uma ciência e tecnologia para o povo”, ocorrido em Belo Horizonte (MG), nos dias 18 e 19 de julho de 2017.

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Ataque ao sistema de ensino superior público no Brasil: o que está por trás?

por Eduardo A. C. Nobre

O Brasil não se recuperará caso o Sistema de Ensino Superior Público seja desmantelado. Ficaremos reduzidos a uma intelligentsia compradora, eternamente dependente da ciência e tecnologia internacionais e a um sistema de ensino superior comandado por poderosos grupos econômicos internacionais pautados pela lucratividade e passando a apresentar um ensino superior elitista e conteudista

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Para governo Temer, parceria com setor do agrotóxico para pesquisar abelhas é ‘avanço’

Foto: Reprodução – Hugo Oliveira/Ibama. Estudos realizados em todo o mundo apontam os agrotóxicos como principal causa do desaparecimento de colmeias inteiras, de diversas espécies.

Especialistas ouvidos pela RBA defendem pesquisas públicas e isentas, sem financiamento direto e a influência dos fabricantes de produtos relacionados à mortandade dos insetos que atuam na reprodução vegetal

RBA

O polêmico edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para selecionar pesquisadores para cinco linhas de pesquisa envolvendo abelhas e agrotóxicos é a ponta do iceberg do processo que está levando à extinção de diversas espécies desses insetos no país. Por baixo do problema estão a fragilidade da legislação e da fiscalização sobre a “indústria do veneno”, principal causa do sumiço desses animais, fundamentais para a polinização e reprodução de mais de 70% das culturas agrícolas e da flora.

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