MCTP lança Carta pela Democracia

Cara eleitora, caro eleitor!

Pedimos um minuto de sua atenção.

Vivemos um momento raro na história do Brasil, em que a decisão de um dia poderá valer por várias décadas.

As candidaturas de Fernando Haddad / Manuela D’Ávila e as candidaturas Bolsonaro/Mourão expressam duas visões de mundo bastante distintas.

Propomos aqui uma comparação sobre o que elas propõem em seus programas de governo, sobretudo nas áreas de ciência, tecnologia e inovação, educação, meio ambiente e democracia. Esperamos que te ajude a decidir seu voto.

As políticas de ciência, tecnologia e inovação do programa de Haddad estão articuladas a uma estratégia de expansão produtiva e reindustrialização, vital para a recuperação da economia brasileira e de se atingir o pleno emprego de maneira sustentável e ecológica. Também ao apoio às micro e pequenas empresas. Mas, mais do que isso, propõem recuperar o orçamento do CNPq, CAPES e FINEP, quase extintos no governo Temer, articular o sistema de CT&I em redes colaborativas e a ampliar para 2% do PIB em investimentos em P&D no país até 2030.

Bolsonaro – como sempre – deixa muito pouco claro o que pretende fazer. Trata genericamente que não se pode depender apenas de recursos públicos para o setor. A pretendida conexão com as empresas aparece no texto, mas não há indicação de como fará isso.

A Educação, para Haddad, é vista como direito humano fundamental e meio de acesso à cultura e instrumento de desenvolvimento econômico e social. Ele foi ministro da educação de Lula e ressalta os avanços do período, com a criação de 18 universidades, 173 campi, centenas de Institutos Federais de Educação. As matrículas no ensino superior saltaram de 3,4 milhões em 2002 para 8,1 milhão em 2015. Lei de Cotas, democratizando o acesso. PROUNI, FIES, ENEM, SISU. Haddad buscará ampliar ainda mais as universidades no interior do Brasil e dará também prioridade a melhorar o ensino médio com recursos da União. O programa é bastante detalhado e não conseguimos aqui expor tudo. Vale a pena buscar na internet e ler.

Bolsonaro é bastante genérico. Sua proposta está baseada na falácia da “doutrinação”, além disso, diz que vai priorizar educação básica e ensino médio/técnico e educação à distância. Quanto ao ensino universitário, submete-o àquilo que for lucrativo para as empresas.

No meio ambiente, é até difícil estabelecer comparação. Haddad propõe uma “transição ecológica”, que enfrente de verdade a crise ambiental pela qual passamos. Propõe o incentivo à produção de baixo impacto ambiental que proteja a biodiversidade. Reforçar a energias renováveis (solar, eólica e biomassa). Revitalizar as bacias hidrográficas e despoluir os rios. Compreende também que a “transição ecológica” diz respeito à melhoria da vida nas cidades, com incentivo à coleta seletiva e reciclagem. No campo, a redução de agrotóxicos e o fortalecimento da agricultura familiar de base agroecológica.

Já para Bolsonaro, o termo “meio ambiente” aparece apenas uma vez e submetido a uma visão ultrapassada da agricultura. Ele deve extinguir o ministério do meio ambiente e liberar o licenciamento ambiental. Ou seja, têm uma visão pautada pelo desmatamento indiscriminado. Diz ainda que acabará com as demarcações de terra para os indígenas. Um verdadeiro desastre!

Bolsonaro é um defensor da ditadura militar, de torturadores e de um Estado que limita as liberdades democráticas. Já disse que vai “acabar com todo o ativismo”, ou seja, vai acabar com o direito da sociedade de resistir e de propor alternativas para o Brasil. Sua fala é permeada pela violência contra os que pensam de maneira diferente dele.

Haddad construiu sua militância política desde a juventude na defesa da democracia e do papel do Estado em melhorar a vida das pessoas, sobretudo quanto a fornecer oportunidades para que todos tenham uma educação para o trabalho e para a cidadania.

Cabe a você escolher! Pense bem! O voto é seu, mas as consequências dele atingirão as outras pessoas e as futuras gerações!

MOVIMENTO PELA CIÊNCIA E TECNOLOGIA PÚBLICA

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ADunicamp sedia lançamento do filme Chão de Fábrica

Chão de Fábrica é um filme sobre a história do novo sindicalismo brasileiro. Ele se inicia nas grandes greves de 1979/1980, ocorridas no ABC, em São Paulo. No interior deste movimento de massa foram lançadas as bases para uma nova forma de se fazer sindicalismo e política. De lá para cá, o que mudou?

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Candidat@s ao Senado assinam Carta Compromisso em defesa da ciência, da tecnologia e das universidades públicas do país

Foto: Véronique Hourcade

@s cinco candidat@s ao Senado pelo estado de São Paulo que participaram nesta segunda-feira, 01 de outubro, do Ciclo de Debates ELEIÇÕES 2018, promovido pelo Movimento pela Ciência e Tecnologia Pública (MCTP), assinaram uma Carta Compromisso comprometendo-se a, caso eleit@s, “atuar para revogar o Marco Legal da CTI e propor Audiências Públicas, com ampla participação da sociedade brasileira, para debater a elaboração de uma política de ciência e tecnologia voltada a combater as desigualdades”. Na carta, comprometem-se ainda a trabalhar pela ampliação da educação superior pública e gratuita no Brasil, pela criação de mais vagas e em defesa de políticas de permanência estudantil nas universidades públicas do país.

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Entidades divulgam Carta do Fórum de Aracaju em defesa da Embrapa e Codevasf e por uma ciência cidadã

Carta do Fórum de Aracaju é um dos resultados do II Fórum Nacional em defesa das Instituições Públicas de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário, evento realizado na capital sergipana, em 17 de setembro passado, pela Seção Sindical Embrapa Aracaju do Sinpaf, em parceria com o Movimento pela Ciência e Tecnologia Pública, com a ADunicamp (Associação de Docentes da Unicamp) e 15 Seções Sindicais do Sinpaf.

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Professora Lisete critica desigualdade social e a ausência do estado durante debate realizado na ADunicamp

A desigualdade social e a ausência do estado na execução das políticas públicas de interesse social estão entre alguns dos principais problemas que devem ser enfrentados pelo próximo governo do Estado de São Paulo, na avaliação da candidata ao governo paulista Professora Lisete Arelaro (PSOL). Ela participou, nesta quinta-feira, 27, do Ciclo de Debates ELEIÇÕES 2018, promovido pelo Movimento pela Ciência e Tecnologia Pública (MCTP) e realizado no auditório da ADunicamp, uma das 14 entidades que integram o movimento.

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Debate com candidat@s ao Senado, nesta segunda-feira, dia 1º, a partir das 11 horas

Sete candidat@s ao Senado pelo Estado de São Paulo confirmaram presença no debate que ocorre logo mais, às 11 horas, no auditório da ADunicamp.

Antonio Neto (PDT), Daniel Cara (PSOL), Eduardo Suplicy (PT), Jilmar Tatto (PT), Pedro Henrique (Rede), Silva Ferraro (PSOL) e Mancha (PSTU), que confirmou presença neste fim de semana, irão discutir questões sobre Ciência e Tecnologia Pública.

O evento terá transmissão ao vivo pela internet. Acompanhe aqui.

Seis candidat@s ao Senado confirmam participação em debate na ADunicamp

Seis candidat@s ao Senado pelo Estado de São Paulo já confirmaram a participação em um novo evento do Ciclo de Debates ELEIÇÕES 2018, promovido pelo Movimento pela Ciência e Tecnologia Pública (MCTP), que ocorrerá na segunda-feira, 01 de outubro, no auditório da Associação de Docentes da Unicamp (ADunicamp), a partir das 11 horas. São el@s Antônio Neto (PDT), Daniel Cara (PSOL), Eduardo Suplicy (PT), Jilmar Tatto (PT), Pedro Henrique (REDE) e Silvia Ferraro (PSOL).

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