‘A entrega do pré-sal é um dos pilares do golpe’

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil. Leilão do pré-sal, realizado na sexta-feira (27): governo entregou o óleo do pré-sal por menos de 1 centavo o litro

Representantes da categoria voltam a se reunir com a empresa na próxima sexta-feira. “Querem desestruturar o nosso acordo”, afirma o coordenador da FUP

por Redação RBA

São Paulo – Na última sexta-feira (27), mesmo dia em que seis campos do pré-sal eram arrematados em leilão, a Petrobras marcava nova rodada de negociação com os petroleiros, na tarde da sexta que vem, no Rio de Janeiro. O coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP), José Maria Rangel, lembra que o principal desafio, neste momento até mais importante que a questão do índice de reajuste, é manter direitos do acordo coletivo de trabalho que a empresa quer alterar ou suprimir.

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Sucateamento da Uerj é visto como ataque a polo de pensamento progressista

Foto: Tânia Rego/Agência Brasil. Com déficit para este ano em mais de R$ 500 milhões, se tornou impossível para a Uerj pagar salários e bolsas.

Com aulas e atividades novamente paralisadas, universidade chega a ponto crítico frente aos cortes orçamentários. Desmonte significa enfraquecer centro de referência em elaboração de políticas públicas

por Maurício Thuswohl, para a RBA

Rio de Janeiro – A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) está agonizando. Novamente com suas aulas e demais atividades paralisadas desde o dia 3 de outubro, a universidade – que este ano já figurou em dois rankings de excelência elaborados pela revista US News & World Report como a quinta melhor do Brasil e a décima primeira melhor da América Latina – sofre nos últimos anos com severos cortes orçamentários que agora chegam a um ponto crítico. Com déficit estimado somente para este ano em mais de R$ 500 milhões, se tornou impossível para a Uerj pagar salários e bolsas e manter projetos de pesquisa e o funcionamento de serviços básicos como segurança, limpeza e manutenção.

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Justiça impõe quebra de autonomia às Universidades Estaduais do Paraná

Uma liminar da Justiça de Londrina estabeleceu, no dia 4, um prazo de quinze dias para que as Universidades Estaduais Paranaenses forneçam documentações de recursos humanos para serem inseridas no sistema de gestão de pessoal do governo do estado, o Meta 4. O Meta 4 é um sistema de gestão de folha de pagamento do governo do estado, que acaba com a autonomia financeira das universidades.

“É mais um sinal claro da tentativa de colocar professores e técnicos contra a parede. O governo tem tentado a todo custo colocar em prática seu projeto de desmonte das instituições públicas”, afirma Gilson Guimarães, vice-presidente do Sindicato dos Docentes da Universidade Estadual de Ponta Grossa (Sinduepg – Seção Sindical do ANDES-SN) em entrevista ao portal Porém.Net.

Guimarães destaca a campanha difamatória do governador contra professores e servidores das IEES. “Ele tem utilizado esse debate do Meta 4 para difamar os trabalhadores. Porém esse discurso da transparência não representa nada do que é seu projeto. As universidades já são transparentes, todos os dados sobre folha de pagamento já estão no portal da transparência. Isso já é público”, ressalta.

A reitoria da Universidade Estadual de Londrina (UEL) também já emitiu nota oficial informando que irá recorrer da decisão. A administração da UEL aponta que a decisão desconsidera mandado de segurança do Supremo Tribunal Federal (STF), o qual reafirma a autonomia de gestão à instituição.

O que é o Meta 4?
O Meta 4 é um sistema operacional de gerenciamento das despesas de pessoal adotado pelos órgãos da administração estadual do Paraná. O intuito do governo é retirar das universidades a sua autonomia financeira, e por meio deste software [Meta 4] controlar todos os procedimentos financeiros das universidades, como despesas com verbas de custeio e folha de pagamento estarão também sob controle da Secretaria de Fazenda do estado.

Fonte: ANDES-SN, disponível em http://www.andes.org.br/andes/print-ultimas-noticias.andes?id=9094

Aduff propõe agenda de resistência conjunta contra desmonte da universidade pública e da pesquisa

Foto: Luiz Fernando Nabuco/Aduff

Debate “Cortes na Ciência e Tecnologia, Privatização e Desmonte da Universidade Pública” ocorreu na quinta-feira (5), no campus da UFF no Gragoatá, em Niterói

Por Hélcio Lourenço Filho e Lara Abib – Redação da ADUFF

Na abertura do debate sobre os cortes nos orçamentos da educação, da pesquisa e da Ciência e Tecnologia, o presidente da Aduff-SSind, professor Gustavo Gomes, defendeu a constituição de uma agenda comum de resistência, na UFF e fora dela, que una todos os setores que se opõem aos projetos que reduzem direitos e que estão sendo adotados de forma “autoritária” no país. “Precisamos de uma agenda unificada de resistência contra cortes na educação, na ciência e tecnologia e nos direitos sociais”, defendeu o docente, que propôs a construção de uma campanha neste sentido.

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Com apoio de centrais, servidores públicos mobilizam-se contra privatizações

Reprodução do site RBA/Divulgação.
Atos de servidores após assembleia de professores: adesão à agenda de lutas das centrais

por Gabriel Valery, da RBA

“Entendemos que é envolvendo o conjunto dos servidores, todas as categorias, que vamos conseguir fazer frente às políticas de destruição do Estado e das carreiras dos servidores”, afirmou o presidente da CUT-SP, Douglas Izzo, em ato unificado de diferentes centrais em defesa dos servidores públicos de São Paulo. O encontro ocorreu às 17h, na Praça da República, região central da capital.

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A crise da educação no Brasil não é uma crise; é projeto

Reprodução/Carta Capital – Tânia Rego/Agência Brasil/Fotos Públicas

Por Roberto Amaral, em Carta Capital

A frase de Darcy Ribeiro que titula este artigo sintetiza o governo que nos assola desde o golpe do impeachment: a dita crise, criada de fora para dentro, é um projeto de desconstrução, com início, meio e fim, que percorre todos os vãos da vida nacional, mas se concentra na inviabilização do futuro do país, cortando de vez as possibilidades objetivas de retomada do desenvolvimento, pois todas elas dependem de ensino, pesquisa e tecnologia, o alvos mais frágeis.

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Artigo sobre os cortes na área de C&T na Caros Amigos, por Epitácio Macário

Ciência: Cortes no setor de C&T

O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES- SN) divulgou no início de agosto um comunicado sobre os cortes que afetam a área de Ciência e Tecnologia do País, no qual são apresentados dados das limitações financeiras impostas ao setor. As consequências de tais cortes são muito graves e põem em risco todo o complexo público de C&T nacional. Tais retrocessos são parte de um projeto cujas pilastras estão cada vez mais escancaradas: o ataque à coisa pública, o desmonte do Estado e a subordinação da nação a interesses de corporações transnacionais.  Continuar lendo Artigo sobre os cortes na área de C&T na Caros Amigos, por Epitácio Macário