Provocando uma reflexão da esquerda: Sobre as políticas de ciência, tecnologia e inovação e de educação superior

Renato Dagnino

Ao contrário do que ocorre com outras políticas públicas, é ainda incipiente no âmbito da esquerda a discussão sobre as políticas cognitivas (de ciência, tecnologia e inovação, e de educação superior).

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Temer fará com que universidades públicas vivam de doações e sem ajuda do governo

Foto Lula Marques/Agência PT. Reprodução/GGN

Jornal GGN – A reportagem “Governo quer dar mais autonomia a instituições”, que o Valor divulgou nesta segunda (13), deveria ter outro título: “Governo quer reduzir gastos com universidades”. Isso porque o texto expõe quais os planos da gestão Temer para a suposta sobrevivência das instituições de ensino público que serão inevitavelmente afetadas pela PEC do teto nos próximos anos.

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Sucateamento da Uerj é visto como ataque a polo de pensamento progressista

Foto: Tânia Rego/Agência Brasil. Com déficit para este ano em mais de R$ 500 milhões, se tornou impossível para a Uerj pagar salários e bolsas.

Com aulas e atividades novamente paralisadas, universidade chega a ponto crítico frente aos cortes orçamentários. Desmonte significa enfraquecer centro de referência em elaboração de políticas públicas

por Maurício Thuswohl, para a RBA

Rio de Janeiro – A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) está agonizando. Novamente com suas aulas e demais atividades paralisadas desde o dia 3 de outubro, a universidade – que este ano já figurou em dois rankings de excelência elaborados pela revista US News & World Report como a quinta melhor do Brasil e a décima primeira melhor da América Latina – sofre nos últimos anos com severos cortes orçamentários que agora chegam a um ponto crítico. Com déficit estimado somente para este ano em mais de R$ 500 milhões, se tornou impossível para a Uerj pagar salários e bolsas e manter projetos de pesquisa e o funcionamento de serviços básicos como segurança, limpeza e manutenção.

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Com apoio de centrais, servidores públicos mobilizam-se contra privatizações

Reprodução do site RBA/Divulgação.
Atos de servidores após assembleia de professores: adesão à agenda de lutas das centrais

por Gabriel Valery, da RBA

“Entendemos que é envolvendo o conjunto dos servidores, todas as categorias, que vamos conseguir fazer frente às políticas de destruição do Estado e das carreiras dos servidores”, afirmou o presidente da CUT-SP, Douglas Izzo, em ato unificado de diferentes centrais em defesa dos servidores públicos de São Paulo. O encontro ocorreu às 17h, na Praça da República, região central da capital.

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A crise da educação no Brasil não é uma crise; é projeto

Reprodução/Carta Capital – Tânia Rego/Agência Brasil/Fotos Públicas

Por Roberto Amaral, em Carta Capital

A frase de Darcy Ribeiro que titula este artigo sintetiza o governo que nos assola desde o golpe do impeachment: a dita crise, criada de fora para dentro, é um projeto de desconstrução, com início, meio e fim, que percorre todos os vãos da vida nacional, mas se concentra na inviabilização do futuro do país, cortando de vez as possibilidades objetivas de retomada do desenvolvimento, pois todas elas dependem de ensino, pesquisa e tecnologia, o alvos mais frágeis.

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Por que ser contra o pagamento do ensino universitário público?

Ao tornar as universidades pagas, faz-se com que nelas se introduza uma nova escala de valores, uma escala monetária

por Roberto Kraenkel

O pagamento de mensalidades pelo ensino universitário público no Brasil sempre vem à tona quando as universidades enfrentam problemas financeiros. A pergunta retórica que se ouve amiúde é : por que não cobrar de quem pode pagar? Pois bem, aqui vão algumas razões.

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Universidade pra quê? A força e o futuro da UERJ

artigo escrito por Ana Karina Brenner *, Bruno Deusdará **, Guilherme Leite Gonçalves *** e Lia Rocha ***

A universidade moderna nasceu de um projeto destinado a desenvolver as qualidades humanas e a cultura por meio de um programa de formação, que combinava ensino e pesquisa com base no conhecimento científico. Esse projeto, no entanto, tinha um vício de origem: era inacessível às classes populares; servia apenas à reprodução das elites. Sofria, assim, de um mal-estar que, dentre outras, produziu as revoltas estudantis de 1968. A partir desse momento, as políticas universitárias se voltaram para articular formação e inclusão social, conhecimento científico e igualdade.

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