Edição especial do Boletim ADunicamp aborda “O projeto neoliberal e os ataques à universidade pública, à ciência e à educação”

A ADunicamp (Associação de Docentes da Unicamp) lança uma edição especial do Boletim ADunicamp que reúne uma série de artigos de docentes e pesquisadores da Universidade, em torno do tema “O projeto neoliberal e os ataques à universidade pública, à ciência e à educação”. Continuar lendo Edição especial do Boletim ADunicamp aborda “O projeto neoliberal e os ataques à universidade pública, à ciência e à educação”

E agora? Em defesa da Universidade Pública

Reprodução: Le Monde Diplomatique Brasil

por Fernando José Martins

Universidade implica em universalidade e isso tem significados tão plurais quanto o próprio conceito. É justamente em função da universalidade que não se pode admitir proposições como a da “escola sem partido”, pois a universidade é o espaço do contraditório e do pensamento crítico e qualquer raciocínio crítico percebe que o conhecimento, a ciência e a tecnologia, a inovação não são neutras

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Presidente da ADunicamp participa de debate sobre mensalidade nas universidades públicas

O presidente da ADunicamp, professor Wagner Romão (IFCH) participou, nesta segunda-feira, 12, de um debate com o deputado eleito Kim Kataguiri (DEM), no auditório do Instituto de Computação da Unicamp. O debate, intitulado “Cobrança de Mensalidade nas Universidades Públicas: Solução ou Retrocesso?”, foi organizado pelo movimento Unicamp Livre, que convidou o professor Wagner para participar.

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Universidades, ETECs e FATECs fazem atos por mais recursos na Câmara de Vereadores de Campinas

O Fórum das Seis – que agrupa os sindicatos e entidades estudantis da Unesp, Unicamp, USP e Centro Paula Souza, este último responsável pelas ETECs e FATECs – está organizando atos regionais para dar visibilidade à luta por mais recursos para estas instituições públicas. Após a realização de atos em Marília (17/9) e Araraquara (18/9), o próximo está agendado para Campinas, no dia 29/10, segunda-feira, com concentração às 16h, em frente à Câmara Municipal da cidade (Av. da Saudade, nº 1004, Ponte Preta). Representantes do Fórum das Seis farão uso da palavra no chamado “Pequeno Expediente” da Câmara, em torno das 17h. Além disso, os vereadores serão convidados a assinar moção de apoio às nossas reivindicações de mais recursos para a educação pública paulista.

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Sistema universitário norte-americano: um modelo a ser seguido? A questão do crédito educativo

Diante do pano de fundo da crise de financiamento das universidades estaduais paulistas, que não raro se tenta camuflar pela via de um discurso sobre “crise financeira” ou “de gestão”, não é incomum que docentes da própria Unicamp evoquem o sistema norte-americano como um modelo a ser seguido. De modo geral, quem defende tais ideias costuma esgrimar números sobre a capacidade de produzir conhecimento das grandes universidades da Ivy League, como Harvard, MIT e Stanford, arrolando estatísticas sobre patentes, prêmios recebidos etc. Fala-se também das doações de ex-alunos como uma panaceia para equacionar o financiamento de ensino e pesquisa nessas instituições – passando ao largo do fato de que, apesar de particulares, as grandes universidades norte-americanas recebem verbas expressivas do setor público, notadamente para pesquisa de armamentos e o setor energético. Debatedores mais sóbrios costumam levar em conta esse último aspecto, do aporte de recursos públicos para as instituições privadas no sistema de educação superior nos EUA. Um tema menos discutido dentre nós, e que provavelmente constitui o nó górdio da questão, é o papel exercido pelo sistema de crédito estudantil, que tem tudo para tornar-se a próxima bolha a implodir o sistema financeiro norte-americano, com repercussões em escala mundial. Levar em conta os problemas ligados a esse sistema é certamente um bom antídoto contra a falácia de que um remédio adequado para superar a crise de financiamento das universidades estaduais paulistas seria a cobrança de mensalidades, como a grande mídia e até mesmo professores pesquisadores de instituições como USP e Unicamp têm afirmado de forma reiterada, seja em canais internos a essas instituições, seja na própria grande mídia, cuja hostilidade ao sistema público de ensino é notória. Faz-se aqui uma breve síntese de alguns aspectos do problema, recorrendo a fontes que ainda não se renderam por completo à mentalidade da pós-verdade, em que o que conta é apenas a construção de uma narrativa favorável a determinados atores, e não o respeito a fatos e argumentos racionais.

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Só instituições públicas fazem pesquisa no Brasil, afirma organização

Reprodução

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) divulgou, no dia 17, relatório produzido pela empresa estadunidense Clarivate Analytics – ligada à multinacional Thomson Reuters – sobre a pesquisa científica no Brasil entre 2011 e 2016. Destacam-se no relatório três conclusões: praticamente só há produção de pesquisa científica em universidades públicas, há pouco impacto internacional na produção científica brasileira e apenas Petrobras e indústrias farmacêuticas realizam investimento relevante nessa área no país.

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Falácia privatista – Não foi só o capital privado que gerou a excelência acadêmica nos EUA

Foto: reprodução site Carta Capital. As universidades brasileiras resistem à asfixia financeira imposta por Temer

por Aaron Schneider, Fernando Horta e Rafael R. Ioris

A condução coercitiva injustificada dos reitores da UFMG foi o último, mas não o único, dos ataques sofridos pelas universidades públicas no Brasil após o golpe de 2016. Em meio à redução brutal de recursos destinados à pesquisa e pós-graduação imposta por Temer, presenciamos a retomada do discurso privatizante, eco do início da década de 1990, quando a medida da importância das universidades era feita pelo número de carros nos estacionamentos dos campi ao redor do País.

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