MCTP

O Movimento pela Ciência e Tecnologia Pública surgiu a partir da mobilização de entidades preocupadas com as articulações feitas, sob o discurso da inovação e do desenvolvimento científico e tecnológico, que põem em risco a ciência e a tecnologia de interesse público por meio do enfraquecimento e descaracterização das atividades desenvolvidas nas instituições de ensino e pesquisa públicas.

Breve cronologia da Mobilização de entidades e a origem do Movimento

A iniciativa de lutar em defesa de uma C&T pública surgiu a partir da mobilização de entidades que se posicionaram contrárias ao PLC 77/2015, que tratava do Código Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação.

03/11/2015 – Debate As ameaças do Projeto de Lei 77/2015 às instituições públicas de ensino e de pesquisa – Auditório do Instituto de Estudos da Linguagem (IEL/Unicamp);

12/11/2015 – Carta de Campinas: em defesa da Ciência e Tecnologia Pública no Brasil – documento resultante do debate e assinado pelas entidades proponentes: ADunicamp, APqC, Sinpaf seção Campinas e Jaguariúna, STU;

24/11/2015 – Moção do Fórum das Seis pela NÃO aprovação da PLC 77/15 – documento contra a privatização da ciência e da tecnologia no país assinado pelo Fórum das Seis, integrado pelas entidades sindicais e estudantis da Unesp, Unicamp, USP e do Centro Paula Souza (Ceetesp);

21/12/2015 – Carta enviada à Presidência da República, com mais de uma centena de signatários representantes de entidades ligadas a universidades, instituições públicas de pesquisa e organizações sociais, solicitando veto integral ao PLC 77/15;

19/04/2016 – Manifesto pela Ciência e Tecnologia Pública

O Marco não é consenso

O assunto não foi amplamente tratado com entidades e sociedade como deveria, diante dos fortes impactos para universidades, institutos de pesquisa e para a geração de conhecimento no país. A adoção do chamado Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação (MLCT&I) não é consenso na comunidade científica e a divergência de opiniões, bem como questionamentos, não aparecem no noticiário, dando a impressão à sociedade em geral de que essa nova legislação tem apoio de cientistas, pesquisadores, docentes, trabalhadores.

Para ampliar os espaços de debate, o Movimento pela Ciência e Tecnologia Pública se propôs a realizar eventos abertos, com transmissão ao vivo pela internet, para discutir o Marco a partir de diferentes perspectivas. No primeiro ano de atividade foi realizada uma série de três eventos:

Ciência e Tecnologia Pública: Caminho para uma sociedade igualitária, em junho, na sede da ADunicamp (Campinas/SP)

Ciência e Tecnologia Pública: Retrocessos impostos pelo Marco (i)Legal da CT&I, em agosto, na sede da ADunicamp (Campinas/SP)

Ciência e Tecnologia Pública: Desmonte do Estado e o futuro das cidades, em setembro, na sede do SASP (São Paulo/SP)

Veja aqui o Manifesto do Movimento pela Ciência e Tecnologia Pública.

Participe do Movimento pela Ciência e Tecnologia Pública!

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