Universidade pra quê? A força e o futuro da UERJ

artigo escrito por Ana Karina Brenner *, Bruno Deusdará **, Guilherme Leite Gonçalves *** e Lia Rocha ***

A universidade moderna nasceu de um projeto destinado a desenvolver as qualidades humanas e a cultura por meio de um programa de formação, que combinava ensino e pesquisa com base no conhecimento científico. Esse projeto, no entanto, tinha um vício de origem: era inacessível às classes populares; servia apenas à reprodução das elites. Sofria, assim, de um mal-estar que, dentre outras, produziu as revoltas estudantis de 1968. A partir desse momento, as políticas universitárias se voltaram para articular formação e inclusão social, conhecimento científico e igualdade.

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Nota da diretoria do ANDES-SN contra os cortes das verbas de C&T

Por uma ciência e tecnologia a serviço do povo

O complexo público de Ciência e Tecnologia (C&T) brasileiro está em franco processo de desmonte, a exemplo do que ocorre com as universidades públicas. Isto é expressão da política mais geral do governo ilegítimo de Michel Temer de destruição dos direitos sociais, humanos e trabalhistas. Além das previsões orçamentárias serem muito rebaixadas, seguindo as diretrizes do ajuste fiscal, o governo impõe cortes de verbas que praticamente inviabilizam o funcionamento das instituições federais de ensino superior, dos institutos públicos de pesquisa e agências de fomento e apoio à formação – caso do CNPq e da CAPES.

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Duas universidades ameaçadas pelo racismo

Foto: Reprodução/Outras Palavras.
Pepe Mujica, em aula magna na Unila. Projeto de deputado do PMDB para extinguir universidade revela: ideia é extirpar pensamento latino-americanista

Por que os conservadores querem destruir a Unila e Unilab, voltadas à integração latinoamericana e com a África Negra. O que isso revela sobre um déficit da esquerda

Por Andréia Moassab e Marcos de Jesus

O fato do discurso do deputado federal Sérgio Souza (PMDB/PR) sobre a extinção da UNILA (Universidade Federal da Integração Latino-americana) ser carregado de racismo, xenofobia e de ódio deveria, no mínimo, servir para que setores de esquerda entendam que a luta contra o capital é indissociável da luta contra o racismo, contra o patriarcado e contra tantas outras formas de dominação e de opressão. É preciso parar com debates teóricos hierarquizantes sobre qual luta é a mais fundamental. Não é casual que as duas universidades sob ameaça de extinção por canetadas de Brasília são propostas resultantes de lutas e reivindicações históricas do povo negro e do povo ameríndio, que os inserem em espaços tradicionalmente reservados às elites brancas brasileiras.

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Que será, que será, que a mídia fingiu não ver e que parou o Brasil?

ADUSP

Nada parecia mais distante da realidade brasileira do que a consigna de “greve geral”. Em primeiro lugar, porque o movimento sindical está cindido em várias centrais, algumas das quais deram apoio ao golpe midiático, parlamentar e judicial que levou o país a uma crise sem precedentes. Em segundo lugar porque as tentativas de greve geral ocorridas nas décadas de 1980 e 1990 enfrentaram grandes dificuldades organizativas, basearam-se fortemente na paralisação dos transportes coletivos e só obtiveram, quando muito, sucesso parcial. Em terceiro lugar, porque a mídia vem jogando no time do governo Temer e reforçando a propaganda enganosa de que as contrarreformas em curso são benéficas para o país e a população. E, finalmente, porque as greves costumam ser tratadas no Brasil como rebeliões de escravos, a merecer castigo seja nas mãos da Polícia Militar ao vivo e a cores, seja a cargo dos próprios patrões no day after.

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A Lei 13.243, de 11 de janeiro de 2016, Novo Marco Ilegal e Imoral da Ciência, Tecnologia e Inovação

Artigo de Carlos Jorge Rossetto, resultado de sua participação no XIII Seminário Internacional  Nanotecnologia, Sociedade e Meio Ambiente (Seminanosoma) e publicado no livro A governança dos riscos socioambientais da nanotecnologia e o Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação.

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Depois da Cedae, o alvo destrutivo de Pezão e Temer é a ciência e tecnologia

Reprodução GGN
Reprodução GGN

Por Roberto Bitencourt da Silva

O ilegítimo governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), já com mandato cassado pelo TRE/RJ, tem demonstrado absoluto desprezo pelos servidores e serviços públicos. Sobretudo às instituições da Ciência e Tecnologia (Uerj, Uenf, Faetec, Cecierj, Uezo, Proderj e Faperj).

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O desmonte da pesquisa agrícola

por Adilson Roberto Gonçalves

A capa da edição da Folha de S. Paulo de 19/2 faz chamada para a discussão sobre a fabricação de notícias falsas e, virando a página, depara-se com o artigo do Governador Geraldo Alckmin “Os desafios do agronegócio” no espaço Tendências/Debates. Uma inusitada combinação como presente para os leitores da Folha neste aniversário de 96 anos.

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